6 de maio de 2003

É TARDE, É TARDE
Na televisão uma representante das Mães de Bragança declara o marido insano e a prostituta persona non grata ("quando tu estiveres num avião para o Brasil...", ameaça). Na Sic, fujo antes que o Fernando Rocha aterre no meio dos alhos... Subo as escadas e descubro sobre o autoclismo o livro oferecido de uma light a armar ao pingarelho, e penso que não há nada pior que uma prostituta (outra vez as peripatéticas... Devo estar a ser atacado pelo síndrome transmontano...) armada em púdica: Nem goza da benção do bispo nem do dinheirinho dos carentes. Ao lado do computador uma velha edição londrina da poesia de Byron, que já não vou ler.
A esta hora o mundo deixa de interessar...
ps: E, num movimento brusco ia sendo esmagado pelo volume G-Z do dicionário da Academia mancomunado com a gorda Rosa do Mundo. Os dois em ataque suicida sobre a minha cabeça. É mesmo tarde! (esta exclamação foi uma homenagem à V. Foguette).

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